domingo, 14 de maio de 2023

 Eu,que tanto falo

em liberdade,

estou presa aqui,

com você,

na amplidão infinita

deste lugar,

céu e mar.

O quanto posso

contra a força

da maré?

Pois a dor que senti,

esta sim imprevista,

ainda não conhecia.

Nó na garganta

de um dia inteirinho

e a pergunta que se faz

para si:

vale a pena

abarcar esse sentimento

que, vez ou outra,

emergirá, em forte onda?

Respondo-me que sim...

Mas, enfrentar a maré,

até quanto posso?

Até que mude.

Ou eu me mude.

Falta-me o ar,

às braçadas,

para traçar

o plano de fuga.

Um barco

que aviste,

sair da ilha,

tábua de salvação.




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