domingo, 30 de julho de 2017

Valor

Contradição!
O humanista não aceita
a alheia e humana imperfeição.
Desta feita,
não enxerga
que também a tem,
que a sua coluna
não se verga
ao capitalismo(?)
mas,muito,pela física dor.
Que a morte
lhe entra pela boca,
doce veneno:muito pesa!
E se morre
sem saber se é amor?
Fogo ateia
e apaga a chama...
Não conseguiria?
Por que a chama?
Não,não aprendeu com a poesia,
não age como o que diz que preza.
E ela,que só queria
preencher com seu valor
essa existência vazia...

15/07/2017


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Para saber

Em seu nome 
cabe o mar...
Mas a voz traz
é a paz
das colinas!

Ah!E se a poesia
lhe mata a fome,então,farei de tudo
para sentir de perto
a bondade que reconheci
em seus olhos...

Por ora
controlo o medo
do incerto,
de não ser para você
o que quero ser
para alguém:
a que abre a janela
para contemplar
a beleza da paisagem
de um dia comum...
A que lê alto,
canta baixinho,
abraça forte
para saber
se é amor...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Poema sem Rima

Noite de quarta,
sala grande,estante farta.
Muita coisa boa,
livros,
um fazer amor
que não está escrito...

E,até antes do vinho,
não era só o nosso país
pegando fogo...

Olhos felinos
nos observam,
mansos e atentos
à cena que sabem cínica...

Quisera fosse única
a química!
Mas tudo é inexato
como não é um soneto.
Ato.Meto.
É poema sem rima,
menina!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Livre

Capciosa!
Mas penso.
Logo,resisto.
Tenso.
Até
sobe o tom,
nervosa...
Não é
bom
assim
mas rogo
um tempo,insisto.
Pois se é
para a Luz
que existo,
esta a mim 
conduz
e decido:com alma
mas com calma!
Salva,enfim,
por isto.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

                             Boa Vista
Penha        Jabaquara
Pacheco        Nova Cintra
Santa Maria            Progresso
São Bento                  Caneleira
Fontana                          Marapé
Monte Serrat                      José Menino
Belmiro                                     Bufo

Entre os morros
E a Serra do Mar
persistem,preservados,
já na planície litorânea,os casarões e Igrejas
do histórico Centro Velho,
próximo ao Cais do Porto.

Preocupam-se (?)
com os cortiços
sempre habitados.

E com as favelas,
principalmente
situadas
nas regiões dos manguezais.

Especialmente a partir
da Linha da Máquina,
os edifícios
vêm responder ao apelo
da modernidade
e procuram integrar-se
à paisagem,
como que tentam
alcançar
o relevo que se ergue
circundando
a cidade!

Os canais,
com a finalidade de drenagem,
para terrenos menos úmidos,
acabam por percorrer,
compor
as avenidas mais belas
quanto arborizadas...
...que conduzem à Orla.

nascer do sol Urubuqueçaba navio Barnabé barco Bagres farol Diana por-do-sol
linha    do     horizonte
m a r
 a r e i a

As ilhas menores
desenham a vista
que se tem da praia.
A praia
de todos:
nativos e visitantes...

Depois da areia,
imensa faixa sempre repleta no verão,
os jardins
são coloridos sobretudo
pelas flores,
na primavera,
pelas crianças
com seus brinquedos
nas manhãs frias,
tão raras
em Santos...

1994





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando você vem...?

Qualquer
noite,
não
essa...
Não 
se afoite
que,paixão
urge,
ressurge,
quando quer,
coração!
Mas (quando
você vem?),
meu bem,
é bom não
ter pressa...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Na vida de cada pessoa...


Na oração

da criança,
seja decorada
ou naturalmente
falada
(sempre na intenção
de a Jesus se achegar),
se sente
que sabe o que diz.
Pela mãe daqui ensinada
(pois assim Deus o quis),
não são palavras ao léu
mas para a "Mãezinha do Céu"...

Até quando a reza se cala
e vem o pranto em seu lugar
é Ave Maria no choro
(esperança)...
ou no coro
de um altar,
para os noivos casar...

Na medalhinha cunhada,
na pele tatuada,
na imagem singela
(apenas enfeita a sala?)...
Não importa,é Ela...
Um dia
vem para tocar:
levar a tristeza embora
e trazer uma coisa boa!

Assim é Nossa Senhora
na vida de cada pessoa...